12 de jul de 2017

O Porco, de Nelson Leirner



Visitando a Pinacoteca de São Paulo outro dia, me vi diante de O Porco, uma obra de Nelson Leirner de 1967 que foi aceita pelo Salão de Arte Moderna de Brasília na época. Segundo o website de Leirner, "ao contrário das cenas de protesto que os artistas fazem ao não serem aceitos, Nelson interpelou publicamente o júri, questionando sobre os critérios utilizados para se aceitar um porco como arte."

Talvez agora o questionamento que deve ser feito é: pode um artista usar um corpo de um outro ser como obra de arte? Que direito ele tem de se apropriar e humilhar um animal, mesmo que depois de morto? Como esse animal foi morto? Ele foi morto especificamente para que se tornasse um panfleto artístico, uma performance com um corpo roubado? 

Veja como o veganismo levanta questões que um artista, mesmo de natureza questionadora, não pensou. Ou pensou mas deixou sua arrogância especista falar mais alto.


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